Consórcio Limp Serra nega afirmação da prefeitura de ter desistido da coleta de lixo em Petrópolis
Na última terça-feira (18) encerrou o período de contrato entre o consórcio Limp-Serra e a Prefeitura de Petrópolis, para coleta de lixo. Anteriormente, a gestão municipal havia informado que a empresa não demonstrou interesse em permanecer prestando o serviço. Mas a Limp-Serra afirma, que se colocou sim, à disposição do governo municipal para permanecer com as operações.
Em um documento enviado à Secretaria de Serviços, Segurança e Ordem Pública de Petrópolis, em maio deste ano, a força ambiental responsável por 83% do consórcio Limp-Serra, que realizava a coleta, transbordo e o transporte final dos resíduos domiciliares no município, manifestou interesse em renovar o contrato. A empresa se colocou à disposição da Prefeitura por mais 12 meses, para permanecer com as operações integralmente. Mas segundo o consórcio, além de não dar retorno, o governo agora afirma que a empresa preferiu não renovar o contrato.
Segundo a Força Ambiental, a empresa possui centro de tratamento de resíduos próprio, em Três Rios. Já para a nova empresa que assumiu o serviço por meio de contrato emergencial, a região mais próxima para fazer esse tratamento fica em Nova Iguaçu. Isso significa tráfego pesado de caminhões descendo e subindo a serra. O consórcio informou ainda que a Prefeitura aplicou multas infundadas e ficou sem pagar pelo serviço.
Na última quinta-feira (20) a Prefeitura de Petrópolis divulgou o valor dos contratos emergenciais da empresa AM3 Soluções Ambientais e Transportes de Resíduos LTDA. Pelos 180 dias previstos o valor estimado é de mais de R$ 17 milhões. Segundo o consórcio Limp-Serra, o valor pago para a nova empresa supera o preço dos serviços que era prestado anteriormente, de R$ 9 milhões por semestre, ou seja, R$ 18 milhões. A Força ambiental também informou que na última segunda-feira (17), o Tribunal de Contas do Estado (TCE) proibiu a Prefeitura de Petrópolis de realizar uma contratação temporária, diante da possibilidade de que a emergência tenha sido “fabricada”, ao deixar de tomar as providências para garantir a continuidade dos serviços.
Por Larissa Martins/Foto: Wendel Fernandes

