Petrópolis celebra os 150 anos de Santos Dumont

O Brasil comemorou, nesta quinta-feira (20), os 150 anos de um dos seus maiores inventores, Santos Dumont. O mineiro, pai da aviação e patrono da Aeronáutica brasileira, nascido em 20 de julho de 1873, tem uma ligação especial com Petrópolis, na Região Serrana do Rio. Foi na Cidade Imperial que construiu uma casa de veraneio. O município preparou uma programação especial para celebrar a data.

Um dos principais pontos foi a reinauguração do Museu Casa de Santos Dumont, “A Encantada”, que passou por reformas e ampliação do acervo. A partir desta sexta-feira (21), os turistas já poderão conhecer os encantos que atraíram Santos Dumont para o local.

Na Casa em si, as novidades passam por melhorias no telhado, que estava tomado por cupins, pintura e recuperação do acervo. Uma das novidades é um quadro com fotos da família de Dumont, com a Princesa Isabel e uma bandeira do Brasil, que o inventor deixava hasteada no telhado.

O Centro Cultural, através da Encantada, também recebeu expansão de espaço e do acervo. Uma exposição de 150 anos está disponível, em parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB).

“Foram cinco meses de obra. O maior desafio é fazer com que o museu continue a ser vivo. Renovar a peça, trazer novidades. E com isso, contemplar que a cidade, já tão procurada turisticamente para o museu, seja beneficiada”, afirmou o coordenador do Museu Casa de Santos Dumont, Cláudio Gomide.

A cerimônia de reabertura aconteceu na Universidade Católica de Petrópolis (UCP). No passado, ali era um hotel, de onde o hóspede Santos Dumont olhava e admirava o espaço da sua futura construção, o “Monte Encantado”. Dali, a prefeitura anunciou uma nova intervenção. A casa ganhará uma calçada personalizada até o monumento 14 Bis, ao lado da famosa Praça da Liberdade.

“É um projeto ousado, que ainda será apresentado ao Inepac (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural). É um sonho antigo nosso de fazer a união entre a Casa Santos Dumont e a praça 14 Bis”, explicou o prefeito de Petrópolis Rubens Bomtempo.

Além do anúncio da calçada, também foi lançado um selo especial dos correios. A Casa da Moeda do Brasil trouxe uma medalha comemorativa, entregue às autoridades presentes.

Na cerimônia, Santos Dumont foi representado pelo ator, Silvio Costa Filho. O evento também contou com a presença do comandante do Terceiro Comando Aéreo, o brigadeiro do ar, José Madureira Júnior.

Turistas aprovam a reinauguração

O advogado Ricardo Teixeira viajou de São Paulo para conhecer a Cidade Imperial com a esposa e a filha. A notícia da reabertura agradou a família, que é apaixonada por Santos Dumont.

“Sabíamos que era uma cidade bonita, que tinha muita coisa, muita arquitetura e história. Somos apaixados por Santos Dumont. Pena que hoje ainda não estava podendo visitar, mas que bom que já reabriu”, disse.

Homenagens na capital federal

Com a presença do presidente Luís Inácio Lula da Silva, a Força Aérea Brasileira também realizou uma cerimônia alusiva ao sesquicentenário de nascimento de Santos Dumont. Intitulado “A vida, a Obra e os Valores de Santos Dumont em 06 Atos”, o evento contou com uma encenação teatral retratando a história do “herói nacional”. Também houve a entrega da Medalha Mérito Santos Dumont a personaçidades civis e militares, por serviços prestados à Aeronáutica.

História de um sonhador

Um sonho de menino que mudou o mundo. O desejo de voar que deu asas à inovação. Santos Dumont foi o primeiro a conseguir voar com um aparelho mais pesado que o ar e propulsão própria. O feito aconteceu em Paris, em 1906, no famoso 14 Bis. Hoje, devido à sua contribuição para o homem voar, nomeia o Aeroporto de voos nacionais do Rio, às margens da Baía de Guanabara.

Além do avião, Dumont foi um inventor. No Museu Casa de Santos Dumont, é possível observar diversas obras suas. Uma delas, é uma espécie de balde, onde misturava água fria e quente, no que, atualmente, seria chamado de chuveiro.
Sem registrar suas obras, para que outros inventores tivessem acesso e as pesquisas continuassem, Dumont foi um importante nome internacional na inovação. Morreu em 23 de julho de 1932, em Guarujá, litoral de São Paulo.

Por Wellington Daniel/Foto: Wendel Fernandes

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