Empresária petropolitana comete crime de racismo contra funcionário de barraquinha de cachorro quente em Petrópolis
Na última semana o funcionário de um food truck que trabalha na Rua Teresa, no Centro de Petrópolis, foi vítima de ataques racistas e xingamentos por parte de uma empresária petropolitana. Segundo a vítima, a acusada cometeu o crime ao menos em duas ocasiões e causou revolta em quem presenciou a cena. Segundo o homem, a primeira confusão com atos racistas contra ele ocorreu na última quinta-feira (21).
“Eu estava trabalhando e ela parou o carro próximo ao food truck e em seguida começaram as ofensas. Primeiro ela me chamou de valentão, mas eu não dei importância e preferi virar as costas e continuar fazendo o meu trabalho. Então ela começou a me chamar de macaco, eu tentei pegar meu celular para poder gravar, mas ele caiu no chão e ela continuou me xingando de macaco e sujo”, explicou ele.
Diante das ofensas proferidas contra ele, dois dias após o crime, ou seja, no sábado (23), o trabalhador fez um Boletim de Ocorrência na 105ª Delegacia de Polícia, na parte da manhã, para que as autoridades pudessem investigar o caso. Surpreendentemente após o registro a mulher apareceu novamente no trabalho da vítima e voltou a cometer crime de racismo. O ato foi registrado em vídeo por testemunhas. O fato fez com que a vítima precisasse retornar a delegacia.
“Na Delegacia ela voltou a me xingar na frente dos policiais! Ela mostrava fotos minhas para os agentes e falava que era para eles procurarem no sistema prisional, porque na cabeça dela eu deveria ter passagens pela polícia, o que nunca aconteceu”, completou o homem.
Confusão ocorrida no sábado (23) foi registrada em vídeo
Enquanto o trabalhador era xingado pela empresária, clientes, comerciantes e pedestres registravam a confusão em vídeo. Todos demonstraram revolta ao presenciarem o crime, e a chamaram de racista. Durante a confusão a empresária foi retirada do veículo em que estava, e o trânsito na Rua Teresa ficou temporariamente impedido, para que ela não pudesse deixar o local até a chegada da polícia.
“É muito triste ver que depois dela ter cometido um crime tão grave, ela sequer foi escoltada até a delegacia. Eram mais de 30 pessoas testemunhando os ataques cometidos por ela, e mesmo assim ela seguiu para a DP no próprio carro, sem o acompanhamento de nenhum policial. A sensação que eu tenho é de impunidade e isso machuca! Toda essa situação aconteceu diante da minha filha, ela me perguntava por que eu estava sendo chamado de macaco, e eu não sabia o que dizer”, disse a vítima.
O repúdio às atitudes da empresária foi unânime nas redes sociais. Internautas que tiveram acesso as imagens expressaram indignação e pediram que medidas concretas de punibilidade contra a empresária sejam tomadas. “Essa não é a primeira que eu passo por um crime de racismo. O cidadão que é negro infelizmente está sujeito a situações como esta desde o período da infância. Estamos no século XXI e é muito triste ver que essas coisas ainda acontecem. Não podemos aceitar isso! Por baixo da pele todo mundo tem o mesmo sangue! Ofensas assim precisam ser levadas a sério e ter as devidas punições”, finalizou o vendedor.
Por Gabriel Faxola/Imagem: Marlus Renatto

