Anvisa proíbe a venda de todas as pomadas para tranças
Todas as pomadas para modelar, trançar e fixar cabelos estão com a venda proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A determinação veio após casos de cegueira relatados após o uso do produtos. Segundo a Anvisa, a interdição é temporária e ficará vigente até que sejam realizados testes, análises e outras providências possíveis para concluir a investigação sobre caso de intoxicações. A resolução que determina a proibição foi publicada na última quinta-feira (9), no Diário Oficial da União (DO). Foi aconselhado ainda que as pessoas que ainda tiverem as pomadas, não devem utilizá-las.
Karoline Macedo é trancista há três anos, e relata que tomou um susto com a decisão. “Fiquei assustada com a proibição geral dos produtos, porque foi no final do ano passado que os casos começaram a aparecer. Antes, se aconteciam, eram casos isolados. Mas até o momento, a decisão não tem prejudicado o resultado final do meu trabalho”, explica Karoline.
Para a trancista, a alternativa agora é usar gel para um resultado melhor. “Estou utilizando gel cola para que as tranças fiquem bem feitas e bonitas nas clientes. Quando comecei na profissão, esse era o produto eu usava, então sinto que é como se estivesse voltando no tempo”, explica a trancista.
No mês passado, a Anvisa havia proibido a produção da pomada Cassu Braids, já que a empresa responsável não estava regularizada. O CNPJ está inativo junto à receita federal, e com a licença sanitária cancelada desde 2018.
Em dezembro de 2022, a Anvisa já havia alertado sobre o risco de cegueira temporária, principalmente, após os usuários mergulharem no mar, piscinas, ou até depois de tomarem banho de chuva, ou transpirarem. Isso porque a pomada escorre pelo rosto e entra em contato com os olhos.
Na próxima semana, a Diretoria da Anvisa informou que vai realizar uma reunião técnica com o setor produtivo para discutir novos procedimentos. A agência e os órgãos de vigilância sanitária locais seguem investigando os casos.
Por Larissa Martins

