Parcerias entre instituições prevê uso de inteligência artificial em previsões meteorológicas
Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) vai trabalhar no desenvolvimento das novas tecnologias
A cooperação técnica formada entre o Centro de Operações Rio (COR), o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e o Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ) pretende utilizar inteligência artificial ne mensuração de mudanças climáticas no estado do Rio. O laboratório de computação vai formular modelos precisos para prever locais e quantidade de chuva e emitir alertas mais rápidos com maior antecedência. Na instituição, as pesquisas seguirão com a participação do Data Extreme Lab (DEXL). No projeto será criada uma plataforma que será desenvolvida pelo o LNCC, com a ajuda do Supercomputador Santos Dumont, que está entre os 500 supercomputadores do mundo, sendo o maior da América Latina.
Nessa junção o LNCC vai desenvolver modelos computacionais, em especial de inteligência artificial, para ajudar nas operações do COR, que consiste em monitorar a cidade e integrar ações para reduzir o impacto de ocorrências. O objetivo do projeto, de acordo com o diretor do Laboratório Nacional de Computação Científica, Fábio Borges de Oliveira, é aprimorar os sistemas de previsão de eventos extremos, usando inteligência artificial (IA).
Fábio fala que o IA pode atuar e ajudar nesse meio de diversas formas, como por exemplo, analisando raros eventos para tentar detectar padrões de forma a ajudar no entendimento e previsão de novos eventos. Além disso, pode-se oferecer respostas de forma mais rápida do que os métodos tradicionais baseados em equações diferenciais, um modelo de IA pode ir seguindo a nuvem em tempo real e atualizando a previsão de forma similar que um meteorologista faria.
A iniciativa trará benefícios a cidade de Petrópolis, os alertas enviados com antecedência seriam uma forma de prevenção, já que a cidade se encontra despreparada para receber fortes chuvas, como as da última terça-feira (17), onde a Defesa Civil do Município só enviou o alerta quando a tempestade já estava forte, e por consequência já havia causado transtornos em diversos pontos, como queda de árvores, alagamentos, afundamentos entre outros. Além disso, a população informou que em nenhum momento as sirenes de alerta de risco tocaram durante tal episódio, fazendo com que muitos petropolitanos lembrassem das marcas deixadas pela tragédia de 2022, onde aconteceu o mesmo.
Frente a esta situação o Vereador Hingo Hammes (União) promoveu em setembro uma audiência na Câmara Municipal, junto do senador Carlos Portinho e o deputado licenciado e atual secretário estadual Hugo Leal, para discutir, com especialistas, a importância da aquisição de um novo radar, com tecnologia mais avançada, para a cidade. Hingo ressaltou que hoje Petrópolis não dispõe de equipamentos que possibilitem previsões meteorológicas mais precisas e que permitam alertas com maior antecedência, o que é essencial para a cidade. Uma das alternativas levantadas durante a audiência foi a integração de dados de radares existentes no entorno, que poderiam, em curto prazo, garantir informações mais precisas às autoridades municipais locais. Isso até a aquisição do próprio radar.
Ouvindo especialistas da Aeronáutica, da UFRJ, do Cemaden e do LNCC, os parlamentares perceberam que, se os dados de todos os radares já existentes forem integrados, será um grande passo, e a partir disso, será possível trabalhar num retrato mais fiel à realidade em relação às demandas tanto de equipamentos quanto de inteligência para análise dos dados.
Por Leandra Lima

